04 agosto, 2026
03 agosto, 2026
D. JOÃO VI, O CLEMENTE, nos 200 anos da sua morte
24 julho, 2026
Dia da Arqueologia | Emil Hübner - 24 de julho
Dia da Arqueologia | Emil Hübner
Por estas palavras descreveu resumidamente Hübner a Citânia de Briteiros, no primeiro artigo que lhe dedicou, redigido em Abril de 1878.
Estudando previamente os materiais então publicados e notícias várias sobre as inscrições latinas peninsulares, empreendeu uma primeira excursão exploratória à Península entre 1860 e 1861, tendo então visitado Guimarães e Vizela.
Depois da publicação, em 1871, das Notícias Archeológicas de Portugal, traduzidas para português por A. Soromenho, Hübner escreve depois o célebre artigo intitulado “Citânia”, que acima se refere, traduzido por Joaquim de Vasconcellos, e publicado em 1879 no primeiro volume da Archeologia Artística. Nele traça uma resenha dos conhecimentos sobre a Citânia de Briteiros, baseado nas poucas fontes de informação de que dispunha, particularmente publicações dispersas em órgãos da imprensa, incluindo notícias sobre as escavações iniciadas por Francisco Martins Sarmento havia poucos anos.
Com efeito, as muitas imprecisões contidas no estudo, juntamente com uma crítica construtiva que sugeria a Sarmento a publicação de uma monografia e a realização de um registo topográfico fiel das ruínas de Briteiros, motivaram a redação, no mesmo ano, pelo próprio Sarmento, do opúsculo “Observações à Citânia do Sr. Doutor Emílio Hübner”, na qual o arqueólogo vimaranense percorre detalhadamente as informações de Hübner, corrigindo vários erros, quase todos atribuídos às notícias incertas e vagas que então se publicavam pontualmente.
Com efeito, Hübner tinha sido induzido em erro pelas fontes que consultou, pese embora ter sido o único investigador de vulto que, no século XIX, defendeu, corretamente, que a Pedra Formosa de Briteiros estaria originalmente na posição vertical. Apesar de sabermos, hoje, que Hübner estava certo, a interpretação que então fez do grande monólito como tendo sido o frontão de um túmulo andava também longe do que se veio a saber décadas depois, já no século XX, com a descoberta do Balneário Sul da Citânia de Briteiros.
O entusiasmo demonstrado por ambos, bem como a abordagem cordial que fizeram nos seus escritos, estiveram na origem de uma amizade e colaboração que se manteve entre os dois estudiosos. Em Setembro de 1881 Hübner é então recebido por Sarmento em Guimarães, tendo finalmente visitado a Citânia de Briteiros e também o Castro de Sabroso.
Após o falecimento de Sarmento, em Agosto de 1899, Hübner redige uma memória fúnebre, em Latim, reproduzida pela Sociedade Martins Sarmento no volume especial da Revista de Guimarães que, em 1900, homenageou o patrono da Instituição (disponível nesta ligação).
Pouco tempo depois, em 21 de Fevereiro de 1901, falecia Emil Hübner, em Berlim. A Direção da Sociedade Martins Sarmento, pela mão do Abade de Tagilde, prestou homenagem ao epigrafista alemão:
“Custou-nos a acceitar o fatal acontecimento, tão longe estava do nosso espirito a ideia de que assim depressa e abruptamente seccaria a limpida nascente em que depuravamos as nossas hesitações neste rude labor, a que nos entregamos, de juntar materiaes, que os competentes aproveitarão para o estudo dos povos, que nos precederam. A peninsula hispanica é devedora de muita gratidão ao sabio professor da Universidade de Berlim.”
A intensa correspondência epistolar entre Hübner e Sarmento seria compilada e publicada pela Sociedade Martins Sarmento em 1947, numa edição anotada por Mário Cardozo. Já antes disso, a edição dos Dispersos de Martins Sarmento, pela Imprensa da Universidade de Coimbra, em 1933, tinha incluído a publicação dos dois trabalhos que estiveram na origem do contacto científico entre os dois estudiosos.
A Sociedade Martins Sarmento relembra a obra de Emil Hübner, no dia que várias instituições assinalam o Dia da Arqueologia.
01 julho, 2026
UM MÊS, UMA PEÇA - Julho 2026
Super Categoria: Arte
Categoria: Instrumentos Musicais
Subcategoria: Automatofones
Título: Edison Home Phonograph
Denominação: Fonógrafo Edison "Home", Modelo A
Autoria: Thomas A. Edison (1847-1931)
Escola/Estilo: Edison Phonograph Company
Oficina: Orange, New Jersey, EUA
Centro de Fabrico: New Jersey, EUA
Época/Data: Produzido a partir de 1898
Dimensões (cm): A: 40; L: 45; P: 25
Material: Madeira, metal, couro, pigmentos e verniz
Técnica: Madeira entalhada e ensamblada, fundição e torneamento, conformação metálica, colagem de couro, japanning
Proveniência: Casa da Pousada, S. Pedro de Azurém, Guimarães
Inscrição: No interior, numa placa de metal:
“MANUFACTURED UNDER THE PATENTS OF THOMAS A. EDISON. AT ORANGE. N. J. U.S.A.
MAY 8.1888 JULY 31.1888 NOV.27.1888 DEC.4.1888 FEB.5.1889 APR.2.1889 NOV.12.1889 JUNE 17.1890 MAR.24.1891 APR.21.1891 JUNE 9.1891 DEC.29.1891 OCT.18.1892 JUNE 20.1893 JAN.23.1894 MAY 31.1898 FOR USE ONLY IN THE UNITED STATES AND CANADA”
“TRADE/ Thomas A. Edison/ MARK”
“HI4858”
“LICENSED FOR USE ONLY ON EDISON PHONOGRAPHS SOLD BY NAT.’L. PHONO CO.”
“84776”
“REPRODUCER”
Legenda: “EDISON HOME PHONOGRAPH”
Descrição: Aparelho fonográfico com base retangular em madeira, tampa protetora curva. O corpo principal contém mecanismos metálicos. Na zona frontal, apresenta a inscrição “Edison Home Phonograph”. Falta a corneta e a alça de transporte.
Historial: O fonógrafo foi um dos primeiros aparelhos de reprodução sonora, inventado por Thomas Edison em 1877. A patente do fonógrafo foi emitida em 19 de fevereiro de 1878. A Edison Phonograph Company foi fundada em 8 de outubro de 1887 para comercializar o aparelho de Edison. Em janeiro de 1896, fundou a National Phonograph Company, que fabricaria fonógrafos para uso doméstico.
Adquiriu várias versões entre o final do século XIX e início do XX.
O fonógrafo é um dispositivo que serve para gravação e reprodução de som em cilindros de cera. Os primeiros cilindros de cera usados por Edison eram brancos e feitos de ceresina, cera de abelha e cera esteárica.
Este modelo de fonógrafo, equipado com corneta são chamados de fonógrafos "de maleta", eram destinados ao uso doméstico geral e utilizavam discos cilíndricos em cera com capacidade para gravações de aproximadamente dois minutos. O fonógrafo é acondicionado numa caixa de carvalho com tampa em forma de cúpula, que pode ser removida para permitir a conexão da corneta para reprodução das gravações.
Intervenção de conservação e restauro: Executada por Leonor Pinho em dezembro de 2025
Bibliografia
- National Phonograph Company. (1900). The Phonograph and how to use it: being a short history of its invention and development, containing also directions, helpful hints and plain talks as to its care and use, etc.: including also a reprint of the Openeer papers and phonograph short stories. Facsimile ed. New York: Allen Koenigsberg.
https://archive.org/details/phonographhowtou00nati/page/n6/mode/thumb
- Library of Congress. (s.d.). Inventing Entertainment: The Early Motion Pictures and Sound Recordings of the Edison Companies.
- Thomas A. Edison, I. & Edison Collection. (1910) The stenographer's friend, or, What was accomplished by an Edison business phonograph. [United States: Edison Manufacturing Co] [Video] Retrieved from the Library of Congress. https://www.loc.gov/item/00694308/
- Edison Phonographs. (s.d.). Edison Home Model A.
https://phonographcompany.com/project_category/edison/
- National Museum of American History. (s.d.). Edison Home Phonograph.
https://americanhistory.si.edu/collections/object/nmah_855812
12 junho, 2026
Dia Internacional dos Arquivos 2026 - FERNANDA ALCÂNTARA Materiais Pedagógicos das Aulas de Geometria
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01 junho, 2026
Um Mês, Uma Peça 1 a 30 de junho de 2026
Super Categoria Arqueologia
Categoria Vidro
Nº Inventário MSA-2499
Denominação Taça romana em vidro, da Citânia de Briteiros
Cronologia Finais do século I / século II d. C.
Fabrico/ Marca Oficinas locais/regionais
Técnica Moldagem ao torno
Matéria Vidro
Dimensões Diâm. máx.: 114mm. Alt.: 50 mm. Esp. bordo: 4 mm
Incorporação Coleção de Francisco Martins Sarmento (descoberta em 1877).
Descrição e origem/historial:
A peça que destacamos é uma taça canelada, translúcida, de cor verde diluído, cujos fragmentos permitiram reconstituir a forma original do objeto. O seu fabrico, através de moldagem a torno, com execução dos gomos recorrendo a pinças ou tenazes, será datável entre a época flávia (último terço do século I d. C.) e o século II da nossa Era. O vidro em bruto seria sempre importado do Próximo Oriente, mas os objetos finais seriam fabricados em oficinas vidreiras locais. Este trabalho seria altamente qualificado e estas oficinas existiriam somente em cidades. Esta taça, recolhida na Citânia de Briteiros, em 1877, foi provavelmente fabricada numa oficina vidreira de Bracara.
É das peças de vidro, recolhidas na região, mais interessantes que se guardam no Museu Martins Sarmento, não se tendo encontrado na Citânia nenhuma outra taça canelada em vidro, nas condições de conservação desta.
Sobre esta tipologia de taças, diz-nos Mário Cruz:
"Esta é a forma “internacional” Alto-Imperial por excelência.(...) Relativamente aos exemplares em vidro verde azulado(...), terá existido certamente uma produção peninsular, nomeadamente no Noroeste. Estas taças são de tal forma abundantes e possuem uma tal variação nos tamanhos, formas e decoração que só a existência de várias oficinas regionais poderia explicar tal facto. Essas oficinas começaram logicamente por se instalar nos acampamentos militares e nas principais cidades. Existem evidências arqueológicas e arqueométricas que nos permitem falar de produções em Asturica Augusta, Bracara Augusta e Lucus Augusti." (Cruz, 2009a, vol. II: 21).
A peça foi recolhida num dos compartimentos do edifício que mais tarde se batizou como "Casa de Avscvs", após a recolha, em 2009, de um elemento epigrafado com este nome. No entanto, muito antes das escavações realizadas pontualmente entre 2008 e 2014, neste espaço doméstico da acrópole da Citânia, as primeiras explorações foram realizadas em 1877, no decurso da escavação das ruas que delimitam o quarteirão onde se encontra em casa:
"...mandei explorar (já tinha sido principiada a ser escavada á tôa, dando muito caco) uma casa quadrada(...) n'um taboleiro superior.
Esta casa deu cacaria immensa:(...) fragmentos de vidro com os quaes se pode restaurar uma taça de vidro (quasi toda), que me diz a fórma das azelhas apparecidas n'outras partes. Um copo que também é possível restaurar com muito trabalho." (Sarmento, 1905: 9).
Os trabalhos arqueológicos realizados neste local, já no século XXI, revelaram que a construção desta casa será datável dos finais do século I a. C., com uma ocupação permanente até ao século II d. C. (Cruz e Antunes, 2017-18), portanto coerente com a datação da taça canelada ali recolhida por Sarmento. Seria habitada por uma família indígena, em processo de mudança cultural no contexto da romanização. A recolha deste objeto não nos indica apenas que os proprietários desta casa procuravam adquirir itens exóticos e visualmente mais apelativos que as escuras taças cerâmicas castrejas, mas também que eles já tinham alterado os seus hábitos, incluindo os produtos consumidos e a forma como eram apresentados. Além das razões de ordem estética, o recurso ao vasilhame de vidro, insípido e inodoro, preserva o sabor dos alimentos, o que terá certamente contribuído para a popularização deste material.
Esta taça da Citânia de Briteiros é idêntica, quanto à sua morfologia e cronologia, à taça canelada intacta proveniente de Almeirim, de cor azul cobalto, que integra também a coleção do Museu Martins Sarmento e é parte do espólio de uma sepultura romana identificada naquele Concelho ribatejano.
Bibliografia
- Alarcão, Jorge e Alarcão, Adília (1963): Vidros romanos do Museu de "Martins Sarmento". Revista de Guimarães, vol. 73 (1-2), pp. 175-209. [cf. p. 188].
- Cruz, Mário (2009a): O Vidro Romano no Noroeste Peninsular. Um olhar a partir de Bracara Augusta. Dissertação de Doutoramento, Universidade do Minho. [cf. vol. 2, pp. 19-22].
- Cruz, Mário (2009b): Vita Vitri. O vidro antigo em Portugal. Silva, Isabel e Raposo, Luís (coords.). Ministério da Cultura/IMC. [cf. pp. 28-30].
- Cruz, Gonçalo e Antunes, José (2017-2018): Intervenção arqueológica de 2014 na Citânia de Briteiros (Guimarães). Alguns dados e problemáticas sobre o urbanismo dos oppida.InMartinéz Peñín, Raquel (coord.), Estudos Humanísticos. História, vol. 16, pp. 33-54.
- Guimarães, Francisco José Salgado (1980): Museu Martins Sarmento. Secção de Indústrias Pré e Proto-históricas. Guia descritivo. Sociedade Martins Sarmento [cf. p. 12].
- Sarmento, Francisco (1905): Materiaes para a Archeologia do Concelho de Guimarães. Citânia. Revista de Guimarães, vol. 22 (1-2), pp. 5-32. [cf. p. 9].
30 abril, 2026
UM MÊS, UMA PEÇA maio de 2026 - PRIMAVERA, Coleção de Etnografia Sociedade Martins Sarmento
PRIMAVERA, na Coleção de Etnografia da Sociedade Martins Sarmento
No âmbito do programa UM MÊS, UMA PEÇA, a Sociedade Martins Sarmento evidencia, no mês de maio, a figuração denominada PRIMAVERA, em cerâmica do tipo Estremoz, integrada na Coleção de Etnografia. Esta representação antropomórfica, em cerâmica vidrada e policromada, foi doada à Sociedade Martins Sarmento, em 1971, por D. Margarida Ribeiro, juntamente com outras figurações cerâmicas produzidas nas oficinas tradicionais de Estremoz. Esta manifestação artística portuguesa, do denominado Figurado em barro de Estremoz, foi reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. A estética do figurado caracteriza-se, principalmente, pelo processo de modelação manual e pela policromia vibrante, resultante da pintura das imagens, cuja indumentária que exibem segue o padrão típico regional alentejano. As criações deste típico figurado refletem o imaginário devocional e profano da região, espelhando traços da sua própria identidade coletiva. Os famosos barristas de Estremoz modelam figuras religiosas, composições que espelham cenas da vida quotidiana e do trabalho, manifestações festivas tradicionais. Neste domínio inscreve-se a figura genericamente denominada de Primavera, associada segundo alguns investigadores a representações festivas, no caso com o Entrudo (Carnaval), que anunciam a chegada da Primavera, momento em que a natureza, especialmente, a flora, renasce. Apontam, também, que a designação genérica retrata as figurações nomeadas de “Primavera de arco”, “Primavera de plumas” e as “Bailadeiras”. A figuração pertencente ao acervo da Sociedade Martins Sarmento apresenta semelhanças com exemplares existentes no Museu Rural de Estremoz, sendo aí identificadas por “Bailadeiras”. Estas imagens “alegóricas” remetem-nos para a celebração do desabrochar da natureza, estando também ligadas ao conceito de fertilidade.
A PRIMAVERA, do acervo da Sociedade Martins Sarmento, em barro policromado e envernizado, assenta sobre uma base circular pintada em verde, exibindo decoração incisa. Calça sapatos de cor preta e nas pernas tem calças brancas. Apresenta um vestido rodado de cor azul, com duas linhas de folhos de cor laranja, na extremidade inferior, e mangas do tipo ¾. Nos membros superiores, a veste é decorada com aplicações de cor laranja, no pescoço e peito, com linhas incisas; laço no pescoço, na região frontal, e um outro, de pontas pendentes, na cintura, na parte das costas. Os braços, arqueados para a frente, pendem sobre o vestido, tendo junto a cada uma das mãos uma flor, em forma de cornucópia, ambas pintadas em amarelo e decoradas com o mesmo padrão cromático a verde e laranja , nomeadamente na definição do pedúnculo, recetáculo e da flor. Os dedos das mãos surgem representados por incisão. No rosto, duas linhas horizontais e paralelas desenham as sobrancelhas, os olhos são pintados de preto, boca em vermelho, rosetas ocre e nariz em relevo de formato triangular. Na cabeça, para além do cabelo pintado em castanho, exibe um toucado, formado por cinco destaques em forma de pétalas, pintados em azul, amarelos laranja, amarelo e azul (da esquerda para a direita) e decoradas com três linhas paralelas, de cor laranja, azul, branca, azul e laranja (da esquerda para a direita). Ainda na cabeça, surgem aplicados dois destaques cilíndricos pintados em amarelo.
Datação atribuída: Século XX; Trabalho de olaria sem marca de produção; Modelação e pintura manual. Cozedura; Dimensões – 173x83cm.
A representação da PRIMAVERA, antes de ser doada à Sociedade Martins Sarmento, integrava a coleção particular de D. Margarida Ribeiro, associada da Instituição (desde 1967, por proposta do então Presidente da Direção, o Coronel Mário Cardozo), sócia correspondente, a partir de 1970, e colaboradora da “Revista de Guimarães”, tendo também realizado doações de vários objetos de natureza etnográfica à Sociedade Martins Sarmento, que muito contribuíram para o enriquecimento e valorização do acervo da Instituição. D. Margarida Ribeiro (1911-2001) foi professora, investigadora no domínio da história e etnografia, tendo profissionalmente integrado as áreas de etnografia no Serviço Nacional de Informação e Turismo, na Secretaria de Estado da Informação, Cultura Popular e Turismo e na Direção Geral do Património Cultural da Secretaria de Estado da Cultura. No domínio da produção literária e científica, desenvolveu estudos sobre educação e a mulher, a história e a etnografia, assim como escreveu poesia.
Lembramos a estação da Primavera, numa poesia de Sophia de Mello Breyner:
PRIMAVERA
As heras de outras eras água pedra
E passa devagar memória antiga
Com brisa madressilva e Primavera
E o desejo da jovem noite nua
Música passando pelas veias
E a sombra das folhagens nas paredes
Descalço o passo sobre os musgos verdes
E a noite transparente e distraída
Com seu sabor de rosa densa e breve
Onde me lembro amor de ter morrido
– Sangue feroz do tempo possuído
Sophia de Mello Breyner Andresen, 2014
Obras de Margarida Ribeiro:
https://catalogo.csarmento.uminho.pt/cgi-bin/koha/opac-search.pl?idx=au%2Cphr&q=Margarida%20Ribeiro&offset=40&sort_by=relevance&count=20
23 abril, 2026
DIA MUNDIAL DO LIVRO 2026 O BARÃO, uma peça de teatro de Luís de Sttau Monteiro. 1964.
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