Efemérides vimaranenses: 20 de Setembro

Pormenor do Museu da
Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:
1276 — Reunidos em conclave os cardeais na cidade de Viterbo em 13 deste mês, elegeram e elevaram ao sumo pontificado o bispo de Frascati, D. Pedro Julião, natural de Lisboa e ex-D. Prior de Guimarães, e neste dia o coroaram com o nome de João XXI. Ele morreu a 16 de Maio de 1277, em Viterbo, de desastre; andando a ver o palácio pontifício, que mandara construir, desabou um madeiramento e João XXI, ferido gravemente, morreu seis dias depois.
1540 — Faleceu o duque de Guimarães, D. Duarte, infante, filho e el-rei D. Manuel I e de sua 2.ª mulher, a rainha D. Maria, casado com D. Isabel, filha do duque de Bragança, D. Jaime, e de sua mulher, D. Leonor de Mendonça, filha dos duques de Medina Sidónia.
1590 — As freiras de Santa Clara fazem termo de aceitação da água que a câmara, por acórdão de 15 deste mês e ano, lhe concedeu para uso do convento, e obrigam-se a não se oporem que a câmara lha retire quando queira.
1647 — O convento de Santa Clara recebeu 25$000 réis e obrigou-se a repartir uma broa de pão, semanalmente, aos pobres na portaria do convento, conforme a instituição do padre Jacinto Mendes Furtado.
1768 — Alvará de lei, pelo qual el-rei D. José manda ampliar a lei de 29 de Janeiro de 1739, para que ao cabido de Guimarães se dê o tratamento de senhoria.
1781 — Provisão concedendo privilégio para ampliar com mais 10 teares a fábrica de 5 teares de toalhas adamascadas e festões de algodões e outros que Francisco de Oliveira Ribeiro tinha no Porto. Em 6 de Dezembro de 1785 tinha este uma fábrica da mesma indústria na rua de Santa Luzia em Guimarães.
1836 — Decreto exonerando, a seu pedido, de Procurador-geral da Coroa o conselheiro João Baptista Felgueiras, vimaranense.
1896 — Realizou-se a grande peregrinação à Penha (uma das maiores e melhores), o que não pôde efectuar-se nos dias 8 nem no dia 13 por causa do mau tempo, na qual se incorporou a Câmara Municipal, diversas congregações religiosas (de leigos, sem estatutos aprovados pela autoridade civil) as classes artísticas com as suas bandeiras, e alguns membros da colónia vimaranense residente no Porto, que haviam chegado ontem à noite, esperados na estação do caminho-de-ferro por uma banda de música, muito povo e artistas de costumes, que em marcha aux flambeaux os acompanharam até à cidade levantando entusiásticos vivas. Foram conduzidas as ofertas seguintes: dos artistas de curtumes, um pálio; dos empregados dos cartórios judiciais, uma custódia de prata dourada; dos criados e criadas de servir, uma cruz processional de parta; de Domingos José Leite Mendes =o Rato=, sacristão de São Francisco uma manga para a cruz processional; dos artistas industriais de calçado de feira, 6 lanternas de folha; dos cortadores de carnes verdes, turíbulo e naveta de prata; de Álvaro da Cunha Berrance, um crucifixo com cruz de pau preto e remates de prata lavrada; dos artistas vimaranenses residentes no Porto, um cálice de prata dourada; de António Ribeiro Varandas, uma estola; dos cutileiros da cidade, 30$000 réis; dos cutileiros de Creixomil, 26$290 réis; das doceiras, dois ciriais de pau dourados; dos barbeiros e cortadores de cabelo, 3 alvas de linho; dos alfaiates, uma casula de tela vermelha; das costureiras de D. Ana Lucas, duas opas de seda; de uma anónima, uma toalha para o altar; José Joaquim de Almeida “o Lâmpada”, industrial de Curtumes, dias antes mandou soalhar a gruta-ermida.
1911 — A Direcção Geral dos Negócios Eclesiásticos concede autorização à Sociedade Martins Sarmento para receber, por inventário e a título precário, a fim de expor no seu Museu, todas as alfaias e outros objectos de valor histórico e artístico arrolados e que o Estado confiscara às Congregações religiosas e Igrejas do Concelho de Guimarães.
Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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