Monumentos arqueológicos da SMS no Monte Saia, Barcelos
No dia 20 de Outubro, a Direcção da Sociedade Martins Sarmento visitou os monumentos arqueológicos que esta Instituição possui no Monte Saia, em Barcelos. A visita foi acompanhada por Cláudio Brochado, arqueólogo da Câmara Municipal de Barcelos. A Laje dos Sinais e o Forno dos Mouros são dois importante monumentos adquiridos pela SMS em 1898. Está prevista a realização intervenções de estudo e requalificação de ambos os monumentos, que contará com o apoio da autarquia de Barcelos.

A Laje dos Sinais está actualmente coberta, como medida de protecção e conservação, no âmbito dos trabalhos preparatórios da intervenção que ali irá ter lugar dentro em breve, sob orientação do Centro nacional de Arte Rupestre (CNART).
Trata-se de um penedo com diversos petroglifos associados (círculos concêntricos, covinhas, suástica). Segundo a descrição de Mário Cardozo, trata-se de " um grande penedo, soterrado na sua maior parte apresentando uma face rasante com o solo repleta de gravuras, constituídas principalmente por círculos concêntricos, covinhas (fossettes), uma espiral e um suástica de braços curvos (tetráscelo) inscrito numa circunferência. Entre os círculos concêntricos, há agrupamentos curiosos, que supomos inéditos na arte rupestre do Noroeste da Península, e nos fazem lembrar certos petróglifos de monumentos megalíticos irlandeses, facto que nada tem de inusitado, dadas as relações culturais no período Eneolítico e começos da Idade do Bronze existentes entre esta região da Península e as Ilhas Britânicas(...)". (CARDOZO, Mário, Monumentos Arqueológicos da Sociedade Martins Sarmento, Revista de Guimarães n.º 61, Guimarães, 1951, pp. 23-24). Dimensões: 6,50 metros de comprimento por 5,10 de largura. O terreno envolvente, na largura de meio metro, é também propriedade da SMS.

O Forno dos Mouros apresenta a configuração característica dos balneários castrejos, sendo composto pelo átrio, pela antecâmara, por uma câmara e pelo forno que lhe dá o nome. O átrio, a antecâmara e a câmara são de Planta rectangular. No átrio observam-se vestígios de piso com lajeado irregular. A antecâmara encontra-se bastante arruinada; paredes laterais da câmara são construídas em alvenaria composta por pequenas pedras bem aparelhadas com troços em fiadas horizontais, denunciando reconstrução. O forno tem uma forma semicircular, desenvolvendo-se em falsa cúpula até uma altura que ultrapassava os 2 metros, comunicando com a câmara por uma passagem com 1,15 metros de largura. O terreno onde o monumento está implantado e que é propriedade da SMS tem a forma trapezoidal, com as seguintes dimensões: norte, 7,95 metros; sul, 12 metros; este, 15,60 metros; oeste, 15,60 metros.

A Laje dos Sinais está actualmente coberta, como medida de protecção e conservação, no âmbito dos trabalhos preparatórios da intervenção que ali irá ter lugar dentro em breve, sob orientação do Centro nacional de Arte Rupestre (CNART).
Trata-se de um penedo com diversos petroglifos associados (círculos concêntricos, covinhas, suástica). Segundo a descrição de Mário Cardozo, trata-se de " um grande penedo, soterrado na sua maior parte apresentando uma face rasante com o solo repleta de gravuras, constituídas principalmente por círculos concêntricos, covinhas (fossettes), uma espiral e um suástica de braços curvos (tetráscelo) inscrito numa circunferência. Entre os círculos concêntricos, há agrupamentos curiosos, que supomos inéditos na arte rupestre do Noroeste da Península, e nos fazem lembrar certos petróglifos de monumentos megalíticos irlandeses, facto que nada tem de inusitado, dadas as relações culturais no período Eneolítico e começos da Idade do Bronze existentes entre esta região da Península e as Ilhas Britânicas(...)". (CARDOZO, Mário, Monumentos Arqueológicos da Sociedade Martins Sarmento, Revista de Guimarães n.º 61, Guimarães, 1951, pp. 23-24). Dimensões: 6,50 metros de comprimento por 5,10 de largura. O terreno envolvente, na largura de meio metro, é também propriedade da SMS.

O Forno dos Mouros apresenta a configuração característica dos balneários castrejos, sendo composto pelo átrio, pela antecâmara, por uma câmara e pelo forno que lhe dá o nome. O átrio, a antecâmara e a câmara são de Planta rectangular. No átrio observam-se vestígios de piso com lajeado irregular. A antecâmara encontra-se bastante arruinada; paredes laterais da câmara são construídas em alvenaria composta por pequenas pedras bem aparelhadas com troços em fiadas horizontais, denunciando reconstrução. O forno tem uma forma semicircular, desenvolvendo-se em falsa cúpula até uma altura que ultrapassava os 2 metros, comunicando com a câmara por uma passagem com 1,15 metros de largura. O terreno onde o monumento está implantado e que é propriedade da SMS tem a forma trapezoidal, com as seguintes dimensões: norte, 7,95 metros; sul, 12 metros; este, 15,60 metros; oeste, 15,60 metros.
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